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SOBERANAS LEIS

Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas (Jesus de Nazaré)

A Lei natural, que é vigente em todo o Universo, embora ainda imperceptível para muitos é a Lei do Amor, que se exterioriza de Deus diante da Sua criação. O Cosmo equilibra-se em parâmetros de harmonia inalterada, porque procede de uma Causalidade inteligente que tudo estabeleceu em inabalável e imperturbável equilíbrio.
Essa ordem espontânea é sempre a mesma em toda parte, dentro e fora do planeta TERRA e representa o modelo para a conquista integral de todos os nossos anseios, desejos e objetivos.
De início, atendemos a impulsos automáticos, inconscientes, frutos do atavismo e da ancestralidade ainda muito latente em cada um de nós.
Ainda, também somos “inconscientes” da nossa realidade imortal, mas mesmo assim somos atraídos para a Grande Luz que é libertadora, experimentando lutas internas que quebram o invólucro vigoroso onde se encarcera o espírito, através desses exercícios passamos a experienciar os primeiros voos do discernimento e da razão.
A inspiração superior vem trabalhando em nome dessa Lei, para que o Espírito modele as asas para a ascensão, através de disciplinas morais e sociais, mediante as quais aprende a dominar os impulsos e racionalizá-los, para que no futuro consiga introjetar o sentimento profundo do amor e assim consiga utilizar-se da intuição ou comunicação direta com o Pensamento Universal espraiado em toda parte, atingindo o plano de felicidade que almeja.
Na época de Moisés que recebeu os dez mandamentos, os tornou um paradigma, por conter em essência o fundamento do respeito a Deus, à vida, aos seres em geral e a si mesmo em particular.
À época, caracterizada pela predominância da sombra coletiva (nos dias atuais vivemos e presenciamos isso), tornava-se indispensável que ficassem estabelecidas trajetórias de grande vigor, mediante o processo avançado em relação à Lei de talião, aquela que punia conforme o tipo de delito praticado: olho por olho, dente por dente…
O ser humano compreendia que a amputação de um membro que houvera delinqüido não correspondia a uma medida de justiça, mas sim de vingança, porque, afinal, não é o órgão que injuria, que comete o delito, mas sim é o ser pensante que transfere a responsabilidade, propondo outro tipo de correção, nesse caso a reeducação passou a ser a medida própria para reabilitar o infrator, antes de destruir-lhe a existência corporal ou parte dela.
Os dez mandamentos em sendo um conjunto de códigos da moral e da ética, ficaram conhecidos como os primeiros sinais de respeito à vida e aos seres humanos, embora houvesse dominação arbitrária dos poderosos nessa época e que se deixavam engolfar pelo lado sombra que neles era a característica essencial.
O amor era considerado sentimento feminino, próprio da fragilidade atribuída à mulher, porque se ignorava a força existente na anima que existe em todos os homens, submetidos ao jugo da brutal idade. Da mesma forma, o animas que compõe psicologicamente o ser feminino era propositalmente ignorado, a fim de não ser vítima de punição, que sempre atribuía à mulher culpa e responsabilidade pelos seus erros que inicalmente eram do homem e, portanto, a degradação de toda a Humanidade.
O ser humano erra por ignorância ou rebeldia, sob os estímulos do ego autodefensor, sem conhecimento profundo do significado existencial, do valor de si mesmo. Mergulhado em sombra, esse lado escuro da personalidade sobressai-se e impulsiona as ações que estão destituídas da razão e da compaixão, desnaturadas nas bases e dominantes na essência.
No entanto, diante da Consciência Cósmica, a escala de valores é feita mediante condutas essenciais, aquelas que são do ser responsável que assume as conseqüências dos seus hábitos perante a vida.
Muitos missionários do Bem e da Luz, vieram em diferentes épocas para combater a sombra coletiva, libertando o ser daquela que nele predominasse, mediante o esforço de adaptação às conquistas da inteligência e da emoção.
A Lei de amor está inserta no ser PENSANTE, e nele trabalha sem cessar para que haja uma evolução ainda que pequena mediante aos seus esforços, trabalho e empenho na busca pela auto-iluminação.
Por isso, a máxima de Jesus: “Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas”, é de um significado relevante e essencial, ensinando que, mesmo diante de leis injustas e imposições apaixonadas, o ser lúcido não deve criar embaraços ou temer as injunções negativas, porquanto, na sua liberdade interior, nada de fora consegue alcançá-lo realmente, exceto a sabedoria da SOBERANA LEI NATURAL latente e inserta na sua própria consciência.

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