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A BUSCA

“Buscai e achareis.” (Jesus)

À medida que o ser adquire consciência da realidade que não é essa que se apresenta diariamente perante nós, a busca de patamares mais altos torna-se inevitável. Conquistado um degrau, outro surge e mais outro e outro…desafiadores, inúmeras possibilidades que ainda não se conhecem. Passo a passo, em incessante desenvolvimento que vai se tornando urgente de conquista e assim adquire maior compreensão dos objetivos reais da vida.
Enquanto o embrutecido se contenta com o essencial para a existência, apenas experimentando impulsos e dando margem às necessidades imediatas, aquele que PENSA aspira às realizações que ultrapassam os impositivos atávicos do corpo. Saindo da zona de conforto e da ignorância em predomínio, na qual se encontrava, a auto-iluminação atrai irresistivelmente para cima, para o infinito.
O progresso é infinito, não se pode nem se deve contentar-se com o que se há adquirido, correndo o risco da acomodação. Precisamos entender que entre a criatura e o Criador há um verdadeiro abismo de evolução. Assim sendo, propõe-se que ninguém se satisfaça com o já conseguido, antes cresça, busque, entregando-se ao esforço incessante da libertação das amarraras e cerceamentos muitas vezes impostos pela própria criatura. Antes, porém, de ser empreendida por alguém essa busca, torna-se necessário que saiba o que deseja e para qual finalidade o almeja.
Mediante as verdades eternas, a única realidade é aquela que transcende os limites desses objetivos, do imediatismo, das necessidades do prazer sensualista e da exaltação do ego.
O empenho e desprendimento de tempo e energia pela conquista das coisas, planejando reunir riquezas materiais que se transformam em pesada carga e somente isso importando, não constitui objetivo ou meta legítimos para A BUSCA. Essas aquisições fazem parte das necessidades hedonistas, no incessante permutar de tipos de prazer, que deixam frustração e vazio existenciais. Embutida nessa busca desordenada e competitiva encontra-se uma forma de libido que não tem nada a ver com o sexo feito com carinho, respeito e entendendo o seu real significado, que leva à compensação sexual quando alguma falência nessa área se apresenta e é disfarçada pela auto-realização noutro campo.
Quando se busca com sinceridade, empenhando-se com afinco na sua realização, os obstáculos são vencidos com decisão, abrindo perspectivas muito confortadoras que ensejam a plena realização do ser verdadeiro latente em todos nós. Na trilogia magistral: Pedi, buscai, batei faculta e garante ao ser humano nunca se deter no já conseguido, pois a consciência individual, se dilatará cada vez mais e entrará em comunhão com a Consciência Universal presente em todo o Cosmo.
Quando existem limites no processo de crescimento espiritual e moral, maiores esforços devem ser apresentados para a sua ruptura.
Todos os grandes seres que se entregaram à dilatação dos horizontes humanos na Terra compreenderam essa necessidade de serem alcançados níveis intelecto-morais mais significativos, e por isso não se cansaram de lutar, experimentavam um regozijo com cada conquista, mas não se detinham neles. E foi através desse afã que as mais grandiosas conquistas da humanidade se deram, sempre ávidos por novos desafios.
A cultura materialista e a visão utópica que aturdem as criaturas lutam para estabelecer parâmetros definidores da felicidade possível na Terra. A primeira propõe o prazer incessante, vivendo como inatingíveis e intocáveis e que jamais fossem interrompidos ou nunca sofressem alteração, mantendo o ser escravizado. A falência desse objetivo é inevitável, porque a cada momento o corpo sofre alterações expressivas e o emocional não se contenta com as sensações que o exaurem, não atendendo às reais necessidades que são as morais que lhe são inatas.
A belicosidade, o predomínio do egoísmo no comportamento, o atraso moral constituem dificuldades muito grandes a serem vencidas, por dependerem exclusivamente de cada ser. Nenhum decreto externo, imposição alguma poderá alcançar a criatura voltada para si mesma lutando com as suas dificuldades e limitações. A lei de progresso é inevitável; esse, no entanto, ocorre pelo sacrifício mediante lutas constantes. Acostumado ao prazer, o que desprende muito esforço, exigindo lapidação nos hábitos e costumes, alteração de conduta e esforço contínuos, parecem aos cômodos e procrastinadores uma forma de sofrimento, ausência de harmonia, não se interessando por dar início a esse impositivo de crescimento interior.
A única possibilidade, portanto, de romper-se com essas duas correntes dominantes no convívio social, é aquela que o desafia para a conscientização de que tudo quanto o cerca, apalpa, desfruta externamente, tem existência relativa no tempo e no espaço os quais conhecemos, sendo assim, não passam de ilusões no mundo das formas.
Por outro lado, o tempo que pode proporcionar bem-estar e felicidade é sempre de curta duração em relação à eternidade. Contanto, é para o Espírito e para seu mundo causal que devem ser direcionadas todas as aspirações e realizações, sem exceção.
A conscientização da imortalidade, portanto, é de relevante importância para essa busca, aquela que não se detém quando se conseguem os objetos, as ambições materiais e emocionais que atendem a um momento e logo cedem lugar a novas expressões da ansiedade. O ser real nunca se detém no crescimento interior, sempre aspirando por maiores conquistas e “a mente que se abre para algo novo, nunca mais será a mesma” (Albert Einstein).
Desse modo,a lição e grande desafio à criatura humana que ficam e permanecem como diretrizes e que não podem ser retirados do comportamento espiritual do ser é: Buscai e achareis…

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