O empresário americano que se envolveu em uma briga dentro do hotel Hilton, em Copacabana, na quinta-feira (30), esteve na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) para prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (5).

O produtor cultural H.L Thompson afirma que foi chamado de ‘nigger ‘– um grave insulto racial usado na língua inglesa – pelo alemão que acompanhava a brasileira atrás dele na fila.

“Eu entendi o que ele disse. Eu virei e perguntei o que ele tinha dito. Ele repetiu, apontando para mim”, disse Thompson

O americano disse que ainda tentou fazer o check-in, mas foi abordado e agredido pela mulher do alemão.

“A mulher me atacou. Enquanto estou tentando me defender, vejo que o homem estava vindo na minha direção. Ele já tinha dito: ‘Não toque na minha esposa’. Quando eu estava tentando me livrar dela e vi ele se aproximando, eu só reagi, em autodefesa, para que ele não me atacasse também”.

O caso foi registrado como injúria racial e lesão corporal.

O americano contou que estava como responsável por uma festa de final de ano no hotel e, de repente, viu o casal agindo, segundo ele, de “forma rude”, no lobby do estabelecimento.

“O indivíduo estava um pouco irritado porque eu não ia permitir que eles passassem à minha frente porque eram membros do Hilton Diamond. Eu estava esperando pacientemente na fila e eu era o próximo para ser atendido. Eles começaram a fazer observações racistas.. A palavra com “N” [nigger], ‘o cara “N” negro’, e aí a senhora estava fazendo gestos obscenos e observações, mas ela estava falando em português e eu não entendia tudo que ela dizia”, disse o americano.
Segundo a polícia, a brasileira chegou a perder alguns dentes durante a confusão. O g1 não conseguiu contato com o casal.

O empresário esteve na delegacia acompanhado de um advogado e de membros do consulado americano no Rio de Janeiro.

Casal registrou queixa
O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) no último dia 30 e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo a polícia, o casal “aparentava estar embriagado” e registrou queixa na delegacia alegando ter sido agredido. Os nomes não foram divulgados e, de acordo com a corporação, todos já deixaram o Brasil.